Cirurgia de Hérnia Umbilical em Salvador

Atualizado: 8 de set.
Dr. Igor Benevides — MÉDICO · CRM-BA 20218 · RQE 28056 — Cirurgia Geral
Residência médica em Cirurgia Geral Avançada no Hospital das Clínicas da USP (São Paulo) · Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Clínica Baros — Centro Médico do Hospital da Bahia — Av. Prof. Magalhães Neto, 1541, Centro Médico Hospital da Bahia, bloco A, sala 4012, Pituba, Salvador/BA
Convênios e atendimento particular · Centro Médico do Hospital da Bahia, Pituba — Salvador/BA · Atendimento com hora marcada
Em resumo
Em adultos, a hérnia umbilical não fecha sozinha; a cirurgia é indicada quando há sintomas, aumento de volume ou risco de complicação.
A técnica (aberta ou por vídeo, com ou sem tela) é escolhida conforme o tamanho da hérnia e as condições de cada paciente.
Dor intensa e súbita, abaulamento endurecido que não volta para dentro, náuseas ou vômitos podem indicar encarceramento: procure a emergência.
Consultas no Centro Médico do Hospital da Bahia (Pituba, Salvador), com hora marcada. Convênios: Bradesco Saúde, SulAmérica, Amil, Mediservice, Saúde Caixa, AMS Petrobras e Assefaz, além de atendimento particular. A cobertura do procedimento depende de autorização do plano.
Hérnia umbilical em adulto não fecha sozinha e não regride com exercício, cinta ou medicação. É uma falha na parede abdominal, na região do umbigo, por onde gordura ou alça intestinal se projetam.
O único tratamento capaz de corrigir o defeito é a cirurgia. Isso não significa, porém, que toda hérnia umbilical precise ser operada imediatamente.
A decisão de operar depende dos sintomas, do tamanho do defeito e do estado clínico de cada pessoa. As diretrizes conjuntas da European Hernia Society e da Americas Hernia Society orientam correção cirúrgica para hérnias umbilicais sintomáticas.
Nas hérnias assintomáticas, admitem acompanhamento clínico — a chamada conduta expectante —, com decisão compartilhada entre médico e paciente (Henriksen NA et al., British Journal of Surgery, 2020).
Em Salvador, a avaliação presencial com cirurgião geral é o passo que define qual dessas duas condutas se aplica ao seu caso.
O que é uma hérnia umbilical
Hérnia umbilical é a passagem de conteúdo de dentro do abdome através de um ponto frágil do anel umbilical.
O umbigo é uma cicatriz natural: é o local por onde passava o cordão umbilical antes do nascimento. Essa área permanece, ao longo da vida, como um ponto de menor resistência da parede abdominal.
A fáscia é a camada firme que sustenta a musculatura. Quando ela se abre nesse ponto, a gordura da região interna do abdome pode se deslocar para fora. Em defeitos maiores, uma alça intestinal também pode passar. O resultado é o abaulamento visível ou palpável.
A condição é frequente e nem sempre dá sintomas. As diretrizes EHS/AHS registram que, em estudos com ultrassonografia, até 25% da população adulta apresenta um defeito umbilical detectável, muitas vezes sem qualquer queixa (Henriksen NA et al., 2020).
Na prática, o paciente costuma perceber:
um caroço ou saliência no umbigo, que aumenta ao tossir, evacuar, levantar peso ou ficar muito tempo em pé;
desconforto, peso ou fisgada local, sobretudo no fim do dia;
uma saliência que some quando a pessoa deita e reaparece quando levanta (hérnia redutível).
Hérnia umbilical no adulto é diferente da hérnia umbilical do bebê. Na criança pequena, o anel umbilical frequentemente fecha de forma espontânea com o crescimento. No adulto, isso não ocorre: o defeito na fáscia não se regenera sozinho.

Por que a hérnia umbilical aparece no adulto
A hérnia umbilical surge quando a pressão dentro do abdome age de forma repetida ou sustentada sobre uma região de parede já frágil.
As diretrizes EHS/AHS registram que faltam estudos robustos identificando causas isoladas. Elas listam como fatores potencialmente associados ao desenvolvimento de hérnias umbilicais e epigástricas (Henriksen NA et al., 2020):
obesidade;
ascite (acúmulo de líquido dentro da barriga);
gravidez;
diástase dos retos (afastamento dos músculos abdominais na linha do meio);
doenças do tecido conjuntivo;
doença diverticular do cólon;
algumas síndromes genéticas.
Por isso, o texto abaixo descreve associações reconhecidas — não relações de causa e efeito comprovadas individualmente.
Excesso de peso e gordura abdominal
O aumento da gordura intra-abdominal eleva de forma crônica a pressão sobre a parede. É um dos fatores mais consistentemente citados, tanto para o aparecimento da hérnia quanto para complicações de cicatrização após a cirurgia.
Gravidez
A distensão progressiva da parede abdominal durante a gestação afasta as estruturas da linha média e pode alargar o anel umbilical. Em algumas mulheres, o defeito se manifesta durante a gravidez. Em outras, apenas depois, quando a parede não retoma a firmeza anterior.
Esforço físico repetido e aumento crônico da pressão abdominal
Levantamento de peso frequente, tosse crônica (incluindo tabagismo e doenças pulmonares), constipação intestinal com esforço evacuatório prolongado e dificuldade para urinar são situações que aumentam de forma repetida a pressão interna do abdome.
Ascite e doença hepática
Ascite é o acúmulo de líquido dentro da cavidade abdominal, mais comum em pessoas com cirrose hepática. Esse líquido exerce pressão constante sobre o umbigo e é reconhecido como fator associado ao surgimento e ao aumento de hérnias umbilicais.
Essa é uma das situações que as diretrizes EHS/AHS tratam à parte, em documento específico sobre hérnias ventrais primárias em circunstâncias especiais (Henriksen NA et al., BJS Open, 2020). Nesses pacientes, a avaliação precisa ser conjunta com o hepatologista, porque o controle da doença de base influencia diretamente o planejamento cirúrgico.
Cirurgias abdominais prévias
Cicatrizes anteriores alteram a arquitetura da parede abdominal. Em quem já fez laparoscopia com acesso pelo umbigo — a cirurgia feita por pequenos furos, com câmera —, laparotomia (cirurgia com corte aberto no abdome) ou outras operações na região, o ponto operado pode se tornar mais frágil.
Vale um esclarecimento: quando a hérnia surge exatamente sobre a cicatriz de uma cirurgia anterior, ela é classificada como hérnia incisional, o que muda o planejamento técnico.
Como o diagnóstico é feito
Na maioria dos casos, o diagnóstico de hérnia umbilical é clínico: exame físico feito pelo cirurgião, com o paciente em pé e deitado.
As diretrizes EHS/AHS recomendam o diagnóstico por exame clínico isolado. Ultrassonografia ou tomografia ficam reservadas para casos de dúvida (Henriksen NA et al., 2020). É o que ocorre, por exemplo, quando há dor abdominal sem abaulamento palpável, ou quando o biotipo do paciente dificulta a avaliação do tamanho real do defeito.
Não é necessário chegar à consulta com exame de imagem pronto. Se for preciso, ele é solicitado a partir da avaliação.
Tamanho do defeito: como as diretrizes classificam
A medida do defeito é feita pelo maior diâmetro do anel herniário. As diretrizes EHS/AHS usam três faixas (Henriksen NA et al., 2020):
pequena: de 0 a 1 cm;
média: acima de 1 cm até 4 cm;
grande: acima de 4 cm.
Essa classificação não é detalhe técnico. É ela que orienta a escolha entre sutura e tela e a via de acesso. As próprias diretrizes determinam que hérnias umbilicais com defeito acima de 4 cm sejam tratadas segundo as recomendações de hérnia incisional, que têm planejamento próprio.
Quando operar uma hérnia umbilical
A indicação cirúrgica é mais direta quando a hérnia causa sintomas ou quando existe risco relevante de complicação.
Situações em que a correção costuma ser indicada e discutida com o paciente:
hérnia que dói, incomoda ou limita atividades do dia a dia, trabalho ou exercício;
hérnia que vem aumentando de tamanho ao longo do tempo;
hérnia que ficou difícil de reduzir (voltar para dentro) com manobra suave;
episódios de dor forte e passageira com a hérnia endurecida, que sugerem encarceramento intermitente — ou seja, o conteúdo fica preso e não retorna para dentro do abdome;
defeitos maiores, nos quais a chance de conteúdo intestinal entrar no saco herniário (a bolsa de tecido que se forma na hérnia) é maior.
A decisão é sempre compartilhada. O incômodo com a aparência do abaulamento pode ser trazido pelo paciente e faz parte da conversa, mas não é, isoladamente, indicação cirúrgica.
Um ponto importante: hérnia umbilical não se resolve com fisioterapia, cinta abdominal ou fortalecimento do abdome. Esses recursos podem aliviar sintomas ou fazer parte do preparo, mas não fecham o defeito da fáscia.
Quando a cirurgia pode não ser a conduta imediata
Nem toda hérnia umbilical precisa ser operada agora. As diretrizes EHS/AHS admitem conduta expectante para hérnias umbilicais assintomáticas. É uma recomendação classificada pelos próprios autores como fraca, por limitação dos dados disponíveis (Henriksen NA et al., 2020).
Casos em que a observação clínica programada pode ser discutida:
hérnia pequena, assintomática e redutível, descoberta por acaso em exame de rotina ou de imagem;
paciente com risco cirúrgico elevado por doença cardíaca, pulmonar, hepática ou renal descompensada, em que o balanço risco-benefício precisa ser refeito após estabilização clínica;
situações em que o preparo prévio muda o resultado esperado — cessação do tabagismo, controle de peso, compensação do diabetes, controle da ascite. As diretrizes sugerem interromper o cigarro por 4 a 6 semanas antes da cirurgia e buscar redução de peso quando o IMC estiver acima de 35, justamente porque tabagismo e obesidade se associam a complicações de ferida operatória. É uma recomendação de força fraca, discutida caso a caso;
mulher com planejamento de gestação a curto prazo, quando a hérnia é pequena e assintomática — a gravidez subsequente é um fator a considerar no momento da correção.
Conduta expectante não significa ignorar a hérnia. Significa acompanhamento clínico com reavaliação periódica e orientação clara sobre os sinais que exigem procurar atendimento imediatamente. Se a hérnia passar a doer, crescer ou deixar de reduzir, a conversa sobre cirurgia é retomada.
Sinais de alarme: encarceramento e estrangulamento
Hérnia que endurece, para de reduzir e dói de forma intensa e contínua é uma emergência cirúrgica. Procure um pronto-socorro imediatamente.
Dois termos aparecem com frequência e vale distingui-los:
Redutível — O conteúdo volta para dentro do abdome com manobra suave ou ao deitar — Situação habitual, permite programação eletiva
Encarcerada — O conteúdo fica preso no anel herniário e não retorna — Urgência — avaliação hospitalar imediata
Estrangulada — O aprisionamento compromete a circulação sanguínea do tecido preso — Emergência — risco de sofrimento e perda de alça intestinal
Procure atendimento de urgência se aparecer qualquer um destes sinais:
dor súbita e intensa no umbigo, que não passa;
hérnia endurecida, que não volta para dentro nem deitado;
pele sobre a hérnia avermelhada, arroxeada ou muito quente;
náusea, vômito, parada de eliminação de gases e fezes, distensão abdominal;
febre associada ao quadro.
Essa é a razão pela qual a conduta expectante exige orientação médica adequada.
As diretrizes EHS/AHS registram que a correção feita em caráter de emergência se associa a desfechos piores. Os dados de registro nacional mostram mortalidade, reoperação e readmissão hospitalar mais elevadas.
Essas diferenças são, em boa parte, explicadas pelas condições clínicas dos pacientes que chegam nessa situação — e não apenas pelo caráter de urgência do procedimento (Henriksen NA et al., 2020).
Técnicas de correção da hérnia umbilical
As três vias usadas hoje são o reparo aberto com tela, a videolaparoscopia e a cirurgia robótica; a aberta com tela pré-peritoneal é a indicada para a maior parte dos casos.
O objetivo da cirurgia é fechar o defeito da fáscia e reforçar a parede abdominal. A escolha da técnica é individualizada.
As diretrizes EHS/AHS recomendam, com grau forte de recomendação, o uso de tela na correção de hérnias umbilicais. O motivo é a redução da recidiva — o retorno da hérnia no mesmo local — sem aumento de infecção de ferida ou de dor pós-operatória.
O reparo apenas com sutura pode ser considerado, em decisão compartilhada, para defeitos pequenos, abaixo de 1 cm (Henriksen NA et al., 2020).
O tamanho desse benefício já foi quantificado. Em revisão sistemática com metanálise, a tela reduziu o risco de recidiva frente à sutura isolada: risco relativo de 0,48 (IC 95% 0,30–0,77).
O número necessário para tratar (NNT) foi 19 — uma recidiva evitada a cada 19 pacientes operados com tela (Madsen LJ et al., BJS Open, 2020;4(3):369-379).
Reparo aberto com tela
É a abordagem indicada para a maior parte das hérnias umbilicais. Feita por uma incisão pequena próxima ao umbigo, permite fechar o defeito e posicionar uma tela plana no plano pré-peritoneal — atrás da parede, com sobreposição às bordas do defeito.
As diretrizes descrevem essa técnica como a abordagem de escolha para a maioria dos casos, com o grau de sobreposição da tela ajustado ao tamanho do defeito.
Reparo por videolaparoscopia
Na laparoscopia, o acesso é feito por pequenos orifícios, com câmera e instrumentos finos.
As diretrizes sugerem considerar essa via principalmente em pacientes com risco aumentado de infecção de ferida operatória — não como substituição indiscriminada da via aberta. Também pode ser considerada quando há múltiplos defeitos na parede.
Defeitos acima de 4 cm seguem outra lógica: as diretrizes determinam que sejam tratados como hérnia incisional, com planejamento técnico próprio, e não pelas recomendações de hérnia umbilical primária.
Cirurgia robótica
A plataforma robótica é uma evolução tecnológica da cirurgia minimamente invasiva, com maior amplitude de movimento dos instrumentos e visão tridimensional.
É importante ser transparente: as diretrizes EHS/AHS de 2020 não estabelecem recomendação específica de superioridade da via robótica para hérnia umbilical, e a disponibilidade depende do serviço e do convênio. Quando aplicável ao caso, é uma alternativa discutida na consulta.
Anestesia e regime de internação
O tipo de anestesia e a necessidade de internação são definidos caso a caso. Entram na conta o tamanho do defeito, a técnica escolhida, as condições clínicas e a avaliação pré-anestésica. Não é uma decisão tomada por padrão, e sim ajustada a cada paciente.
Como é a recuperação
A recuperação é progressiva e liberada por etapas, em consulta de retorno, conforme o tamanho do defeito corrigido, a técnica usada e a atividade de cada pessoa.
Não existe um prazo único que sirva para todos os pacientes. O ritmo depende também da idade, das condições clínicas prévias e do tipo de trabalho que a pessoa exerce. O que se pode descrever é a sequência habitual:
Fase inicial. Dor e desconforto local esperados, controlados com a analgesia prescrita. Estímulo a levantar e caminhar dentro do que for orientado, porque a mobilização precoce faz parte da recuperação.
Retomada das atividades leves. Autocuidado, deslocamentos curtos e rotina doméstica de baixo esforço voltam de forma gradual, conforme a tolerância e a orientação recebida.
Retorno ao trabalho. É definido caso a caso e depende diretamente da demanda física da função. Atividades administrativas e atividades com esforço físico intenso seguem cronogramas distintos.
Esforço físico e treino. A liberação para levantamento de peso, exercícios para a musculatura profunda do abdome e esportes é progressiva e ocorre em consulta de retorno, após a avaliação da cicatrização.
Duas orientações valem para qualquer plano de recuperação: seguir as instruções recebidas por escrito e comparecer aos retornos. Cada etapa é liberada com base na avaliação clínica, não pelo calendário.
Hérnia umbilical, hérnia epigástrica e diástase abdominal
São três condições diferentes da linha média do abdome, frequentemente confundidas — inclusive porque podem coexistir.
Hérnia umbilical. Defeito na fáscia localizado no anel umbilical, com passagem de conteúdo do abdome. É uma hérnia verdadeira, com risco de encarceramento.
Hérnia epigástrica. Também é uma hérnia verdadeira, com o mesmo mecanismo, mas localizada na linha média acima do umbigo, entre o umbigo e o osso esterno. É tratada pelas mesmas diretrizes da hérnia umbilical. Costuma cursar com defeitos pequenos, às vezes dolorosos de forma desproporcional ao tamanho.
Diástase dos retos abdominais. Não é hérnia. É o afastamento dos dois músculos retos abdominais, com alongamento e afinamento da linha alba — a faixa de tecido entre eles.
A fáscia continua íntegra, sem orifício, e por isso a diástase não encarcera nem estrangula. Manifesta-se como um abaulamento alongado no meio do abdome, mais evidente ao levantar o tronco deitado. É comum após gestação e em pessoas com aumento de gordura abdominal.
Existe diretriz específica para essa condição. A European Hernia Society define diástase como uma separação entre os músculos retos superior a 2 cm e registra que a fisioterapia pode ser considerada antes de se cogitar cirurgia — recomendação de força fraca (British Journal of Surgery, 2021;108(10):1189-1191).
Por que a distinção importa: na diástase isolada, a reabilitação da musculatura profunda do abdome pode vir antes de qualquer discussão cirúrgica. Na hérnia umbilical, não — o defeito na fáscia não fecha com exercício.
E quando as duas coexistem — situação frequente — o planejamento cirúrgico precisa considerar as duas alterações, o que é discutido individualmente na consulta.
Convênios atendidos e formação
O Dr. Igor Benevides atende apenas pacientes adultos, em Salvador/BA, pelos convênios Bradesco Saúde, SulAmérica, Amil, Mediservice, Saúde Caixa, AMS Petrobras e Assefaz. A atuação é em cirurgia geral, com foco em cirurgia minimamente invasiva do aparelho digestivo.
Onde a cirurgia é realizada: a consulta é sempre no consultório, na Pituba; a cirurgia é feita em hospital de Salvador definido conforme o convênio e o porte do procedimento. O Dr. Igor Benevides faz parte do corpo clínico do Hospital Aliança Star, do Hospital Santa Izabel e do Hospital Santo Amaro, entre outros.
Formação e trajetória:
Graduação em Medicina pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Residência em Cirurgia Geral no Hospital Rosa Pedrossian
Programa de aperfeiçoamento em Cirurgia Geral no Hospital das Clínicas da USP (São Paulo), como complementação de formação
Oficial médico do Exército Brasileiro
Missão de paz da ONU — MINUSTAH, Haiti, 2012
Preceptor de residência médica em São Paulo (2021–2025)
Registro profissional: MÉDICO · CRM-BA 20218 · RQE 28056 (Registro de Qualificação de Especialista em Cirurgia Geral)
Leia também: Cirurgia de hérnia inguinal · Cirurgia de vesícula por vídeo · O que é cirurgia minimamente invasiva.
Perguntas frequentes sobre hérnia umbilical
Hérnia umbilical em adulto pode desaparecer sozinha?
Não. Em adultos, o defeito na fáscia não se fecha espontaneamente. Diferente do que acontece em bebês, onde o anel umbilical frequentemente fecha com o crescimento, no adulto a correção do defeito só é possível cirurgicamente.
Preciso operar mesmo sem sentir nada?
Não necessariamente. As diretrizes EHS/AHS admitem acompanhamento clínico para hérnias umbilicais assintomáticas, com reavaliação periódica. A decisão considera o tamanho do defeito, seu risco cirúrgico e sua rotina, e é tomada em conjunto na consulta.
Cinta abdominal ou exercício resolvem a hérnia umbilical?
Não. Cinta e fortalecimento abdominal podem trazer alívio sintomático ou fazer parte do preparo, mas não fecham o orifício na fáscia.
Vale registrar que a diástase dos retos é uma condição diferente. Nela, segundo a diretriz específica da European Hernia Society (British Journal of Surgery, 2021), a fisioterapia pode ser considerada antes de se cogitar cirurgia.
Toda cirurgia de hérnia umbilical usa tela?
Não obrigatoriamente, mas a tela é a recomendação das diretrizes EHS/AHS na maioria dos casos, por reduzir a taxa de recidiva. Em defeitos pequenos, abaixo de 1 cm, o reparo apenas com sutura pode ser considerado em decisão compartilhada. A definição ocorre após o exame físico e o planejamento do caso.
A hérnia umbilical pode voltar depois da cirurgia?
Sim, recidiva é uma possibilidade real em qualquer correção de hérnia, e nenhuma técnica elimina esse risco. O uso de tela reduz a taxa de recidiva em comparação ao reparo apenas com sutura: risco relativo de 0,48 (IC 95% 0,30–0,77), com NNT de 19 (Madsen LJ et al., 2020).
Controle de peso, cessação do tabagismo e seguir as orientações de retorno gradual ao esforço fazem parte do cuidado.
Quando devo procurar um pronto-socorro?
Se a hérnia ficar endurecida, dolorosa de forma intensa e não voltar para dentro, procure atendimento de emergência imediatamente. Vômitos, parada de eliminação de gases e fezes, distensão abdominal ou mudança de coloração da pele sobre a hérnia reforçam a urgência.
Como faço para marcar uma avaliação em Salvador?
O atendimento é feito na Clínica Baros, na Pituba. O agendamento pode ser feito por WhatsApp ou telefone no (71) 3039-8282, ou pelo perfil no Doctoralia. O consultório atende apenas pacientes adultos, pelos convênios Bradesco Saúde, SulAmérica, Amil, Mediservice, Saúde Caixa, AMS Petrobras e Assefaz.
Em qual hospital a cirurgia é realizada?
A consulta é sempre no consultório, na Clínica Baros — Centro Médico do Hospital da Bahia, na Pituba. A cirurgia é realizada em hospital de Salvador com estrutura adequada ao procedimento: o Dr. Igor Benevides faz parte do corpo clínico do Hospital Aliança Star, do Hospital Santa Izabel e do Hospital Santo Amaro, entre outros. O hospital é definido na consulta, conforme o convênio, o porte da operação e a disponibilidade de vaga. A cobertura do procedimento depende de autorização do plano.
Agende sua avaliação em Salvador
A avaliação presencial é o que permite definir se a sua hérnia umbilical deve ser operada agora, acompanhada clinicamente ou preparada antes da cirurgia.
WhatsApp: (71) 3039-8282
Telefone: (71) 3039-8282
Doctoralia: perfil do Dr. Igor Benevides
Endereço: Clínica Baros — Av. Prof. Magalhães Neto, 1541, Centro Médico Hospital da Bahia, bloco A, sala 4012, Pituba, Salvador/BA
Referências
Henriksen NA, Montgomery A, Kaufmann R, Berrevoet F, East B, Fischer J, et al. Guidelines for treatment of umbilical and epigastric hernias from the European Hernia Society and Americas Hernia Society. British Journal of Surgery. 2020;107(3):171–190.
Henriksen NA, Kaufmann R, Simons MP, Berrevoet F, East B, Fischer J, et al. EHS and AHS guidelines for treatment of primary ventral hernias in rare locations or special circumstances. BJS Open. 2020;4(2):342–353.
Madsen LJ, Oma E, Jorgensen LN, Jensen KK, et al. Mesh versus suture in elective repair of umbilical hernia: systematic review and meta-analysis. BJS Open. 2020;4(3):369–379.
European Hernia Society. Guidelines on management of rectus diastasis. British Journal of Surgery. 2021;108(10):1189–1191.
Dr. Igor Benevides — MÉDICO · CRM-BA 20218 · RQE 28056 — Cirurgia Geral
Atuação em cirurgia minimamente invasiva do aparelho digestivo.
Clínica Baros — Av. Prof. Magalhães Neto, 1541, Centro Médico Hospital da Bahia, bloco A, sala 4012, Pituba, Salvador/BA
Contato: (71) 3039-8282
Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educativa. Não substitui a consulta médica, o exame físico presencial nem a relação individual entre médico e paciente.
O diagnóstico de hérnia umbilical, a indicação de tratamento, a escolha da técnica cirúrgica e o plano de recuperação são individualizados e dependem de avaliação clínica direta. Resultados variam de pessoa para pessoa e não podem ser garantidos.
Em caso de dor abdominal intensa, hérnia endurecida que não reduz, vômitos ou febre, procure imediatamente um serviço de emergência. Publicação em conformidade com o Código de Ética Médica e com a Resolução CFM nº 2.336/2023.


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