Canetas emagrecedoras (Ozempic, Wegovy, Mounjaro): o que a ciência diz sobre riscos e benefícios

Dr. Igor Benevides — MÉDICO · CRM-BA 20218 · RQE 28056 — Cirurgia Geral
Residência médica em Cirurgia Geral Avançada no Hospital das Clínicas da USP (São Paulo) · Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
As marcas comerciais citadas neste texto aparecem apenas para identificar os medicamentos, porque é assim que o público os conhece. Não há qualquer vínculo com fabricantes nem recomendação de marca ou de produto.
As canetas emagrecedoras — Ozempic, Wegovy, Mounjaro, Saxenda — mostraram, nos maiores estudos já feitos, perda média entre 8% e 21% do peso corporal, dependendo do medicamento. Elas também têm efeitos colaterais reais, alguns cuidados importantes que pouca gente conhece e uma característica que muda toda a conversa: quando a pessoa para de usar, o peso tende a voltar.
Este guia reúne, em linguagem simples, o que os principais estudos científicos e as autoridades de saúde dizem sobre esses medicamentos — benefícios, riscos, para quem são indicados, para quem não são, e o que mudou nas regras do Brasil. Não é um texto a favor nem contra as canetas: é o retrato do que a ciência sabe hoje, para você conversar melhor com o médico que acompanha o seu caso.
Atenção: se você usa uma dessas canetas e está com dor abdominal intensa que não melhora, vômitos que não param, sinais de desidratação (boca seca, tontura, pouca urina) ou perda súbita de visão, procure uma emergência agora — não espere consulta.
Para os demais casos — dúvidas e avaliação com calma — os canais de agendamento estão logo abaixo.
Em resumo
As canetas emagrecedoras imitam hormônios do intestino que aumentam a saciedade. Nos estudos, a perda média de peso foi de cerca de 8% com a liraglutida, 15% com a semaglutida e até 21% com a tirzepatida — mas a resposta varia muito de pessoa para pessoa.
Os efeitos colaterais mais comuns são digestivos (náusea, vômito, diarreia, prisão de ventre) e costumam melhorar com o tempo. Efeitos graves — pancreatite, problemas de vesícula, uma doença rara do nervo do olho — existem, mas são incomuns ou raros.
Obesidade é doença crônica: os estudos mostram que, ao parar o medicamento, a maior parte do peso tende a voltar. O tratamento é de longo prazo, sempre junto com alimentação e atividade física.
No Brasil, desde 2025 a compra exige receita, que fica retida na farmácia. Sociedades médicas alertam contra o uso estético sem indicação e contra versões manipuladas ou de origem irregular.
O que são as canetas emagrecedoras e como funcionam
Resposta curta: são medicamentos injetáveis que imitam hormônios naturais do intestino, aumentando a sensação de saciedade e retardando o esvaziamento do estômago — a pessoa sente menos fome e come menos.
Quando comemos, o intestino libera hormônios que avisam o cérebro: "chega, estamos satisfeitos". Um deles se chama GLP-1. As canetas emagrecedoras são versões sintéticas e mais duradouras desse hormônio. Aplicadas sob a pele — em geral uma vez por semana, ou uma vez ao dia no caso da mais antiga —, elas prolongam a saciedade, reduzem o apetite e tornam a digestão mais lenta.
Os principais princípios ativos são três: a liraglutida (Saxenda), a semaglutida (Ozempic, Wegovy, Rybelsus) e a tirzepatida (Mounjaro), que age no GLP-1 e também em um segundo hormônio, o GIP — por isso costuma produzir efeito maior. Todos nasceram como remédios para diabetes tipo 2 e, ao longo dos estudos, mostraram efeito importante sobre o peso.
Quais canetas existem hoje no Brasil
Resposta curta: há canetas aprovadas pela Anvisa para obesidade (Saxenda, Wegovy e Mounjaro) e uma aprovada para diabetes tipo 2 (Ozempic). Genéricos de semaglutida foram aprovados em 2026 e devem chegar às farmácias.
Saxenda (liraglutida): aplicação diária. A mais antiga das três, aprovada para tratamento da obesidade.
Wegovy (semaglutida em dose para obesidade): aplicação semanal, aprovada para tratamento da obesidade e do sobrepeso com doenças associadas.
Ozempic (semaglutida em dose para diabetes): aplicação semanal. A indicação aprovada em bula é o diabetes tipo 2 — quando é usado para emagrecimento, trata-se de uma decisão médica fora da indicação da bula, que merece conversa franca com quem prescreve.
Mounjaro (tirzepatida): aplicação semanal. Aprovado no Brasil para diabetes tipo 2 desde 2023 e, desde junho de 2025, também para obesidade e sobrepeso com doenças associadas.
Genéricos e similares de semaglutida: em agosto de 2026 a Anvisa aprovou os primeiros (do grupo EMS e da Germed). Na data desta publicação, ainda não havia data anunciada de chegada às farmácias.
Rybelsus (semaglutida em comprimido): existe, mas em dose voltada ao diabetes; não é "caneta" e não tem indicação de bula para obesidade no Brasil.
Novos medicamentos da mesma família estão em pesquisa no mundo, e o cenário deve continuar mudando nos próximos anos.
Quanto peso se perde, de verdade?
Resposta curta: nos grandes estudos, a média foi de 8% do peso com a liraglutida, cerca de 15% com a semaglutida e até 21% com a tirzepatida, ao longo de 13 a 17 meses — sempre junto com dieta e atividade física, e com grande variação individual.
Traduzindo os números dos principais ensaios clínicos, todos publicados no New England Journal of Medicine, uma das revistas médicas mais respeitadas do mundo:
Liraglutida (estudo SCALE, 2015): perda média de 8% do peso em 56 semanas, contra 2,6% no grupo que recebeu injeção sem remédio (placebo). Numa pessoa de 100 kg, cerca de 8 kg.
Semaglutida (estudo STEP 1, 2021): perda média de 14,9% em 68 semanas, contra 2,4% com placebo. Numa pessoa de 100 kg, cerca de 15 kg.
Tirzepatida (estudo SURMOUNT-1, 2022): perda média de até 20,9% em 72 semanas na dose mais alta, contra 3,1% com placebo. Numa pessoa de 100 kg, cerca de 21 kg.
Comparação direta (estudo SURMOUNT-5, 2025): no único grande estudo que colocou as duas frente a frente, a tirzepatida levou a perda média de 20,2% e a semaglutida, de 13,7%, em 72 semanas.
Dois pontos de honestidade sobre esses números. Primeiro: são médias — algumas pessoas perdem bem mais, outras perdem pouco, e uma parcela responde muito pouco ao medicamento. Segundo: em todos os estudos, os participantes também recebiam orientação de alimentação e atividade física. A caneta não substitui a mudança de hábitos; ela funciona junto com ela.
Benefícios além da balança
Resposta curta: os estudos mais recentes mostram que esses medicamentos podem reduzir infartos e derrames em quem tem doença cardiovascular, melhorar a apneia do sono, o diabetes e a pressão — por isso a própria Organização Mundial da Saúde passou a recomendá-los como opção no tratamento da obesidade.
O dado mais importante veio do estudo SELECT (2023), com mais de 17 mil pessoas com sobrepeso ou obesidade e doença cardiovascular, mas sem diabetes: a semaglutida reduziu em 20% o risco de infarto, derrame ou morte por causa cardíaca. Em números absolutos: ao longo de cerca de 3 anos, esses eventos ocorreram em 8 de cada 100 pessoas no grupo placebo e em 6 a 7 de cada 100 no grupo do medicamento.
Outros achados consistentes: no estudo SURMOUNT-OSA (2024), a tirzepatida reduziu a gravidade da apneia obstrutiva do sono em até quase dois terços; e as diferentes canetas melhoram o controle do açúcar no sangue, a pressão arterial e as gorduras do sangue, em grande parte como consequência da própria perda de peso.
Em dezembro de 2025, a Organização Mundial da Saúde publicou sua primeira diretriz sobre o tema, recomendando (de forma condicional, isto é, com ressalvas) o uso dessas medicações em adultos com obesidade — sempre como tratamento de longo prazo e dentro de um cuidado completo, que inclui alimentação, atividade física e acompanhamento profissional. A OMS foi explícita: o medicamento sozinho não resolve a obesidade.
Efeitos colaterais e riscos: o que se sabe
Resposta curta: os efeitos mais comuns são digestivos e passageiros. Os graves — pancreatite, pedra na vesícula com complicação, uma doença rara do nervo do olho — são incomuns ou raros, mas existem e precisam ser conhecidos.
Os comuns: náusea, vômito, diarreia, prisão de ventre, arrotos e sensação de estômago cheio. Aparecem principalmente no início e nos aumentos de dose, e na maioria das pessoas melhoram com o tempo. São a principal causa de desistência do tratamento nos estudos.
Vesícula: a perda rápida de peso — por qualquer método — favorece a formação de pedra na vesícula, e uma análise conjunta de ensaios clínicos (JAMA Internal Medicine, 2022) confirmou risco aumentado de doenças da vesícula e das vias biliares (os canais que levam a bile da vesícula ao intestino) com essa classe de medicamentos. Quem já tem pedra na vesícula deve conversar sobre isso antes de começar; escrevemos um guia completo sobre pedra na vesícula que não dói.
Pancreatite: inflamação do pâncreas é um evento incomum descrito com essa classe; a relação exata ainda é discutida na literatura. O sinal de alerta é dor intensa na parte de cima do abdome, muitas vezes irradiando para as costas — nesse caso, suspenda a aplicação e procure atendimento.
Olhos: em junho de 2025, a agência europeia de medicamentos (EMA) concluiu que uma doença do nervo óptico chamada NAION, que pode causar perda de visão, é um efeito colateral "muito raro" da semaglutida — atinge até 1 em cada 10.000 usuários. Perda súbita de visão exige avaliação médica imediata.
Saúde mental: após relatos iniciais, a mesma agência europeia revisou os dados em 2024 e não encontrou evidência de que esses medicamentos causem pensamentos suicidas. Ainda assim, qualquer mudança importante de humor durante o tratamento deve ser comunicada ao médico.
Massa muscular: parte do peso perdido com qualquer emagrecimento rápido é músculo, não gordura. Por isso a orientação padrão é combinar o medicamento com proteína adequada na alimentação e exercício de força (musculação).
Quem não deve usar ou precisa de cautela extra: segundo a bula, o medicamento não deve ser usado na gravidez nem durante a amamentação. Quem já teve — ou tem na família — um tipo raro de câncer de tireoide chamado carcinoma medular, ou a síndrome NEM 2 (uma condição hereditária rara que causa tumores em glândulas), deve conversar sobre isso com o médico antes de usar. Quem já teve pancreatite (inflamação do pâncreas) ou tem doenças graves do estômago e do intestino também precisa de avaliação criteriosa antes de começar.
Sinais de alarme: quando procurar atendimento imediato
Procure uma emergência, sem esperar consulta, se durante o uso surgir: dor abdominal intensa e persistente (principalmente na parte de cima do abdome ou embaixo da costela direita), vômitos que não cessam com sinais de desidratação, pele ou olhos amarelados, ou perda súbita de visão.
Para quem as canetas são indicadas — e para quem não são
Resposta curta: a indicação em bula é para obesidade (índice de massa corporal, o IMC, a partir de 30) ou sobrepeso com doenças associadas (IMC a partir de 27) — nunca para fins estéticos, e sempre com prescrição e acompanhamento médico.
A indicação aprovada segue o IMC: a partir de 30, ou a partir de 27 quando já existem problemas ligados ao peso, como diabetes, pressão alta ou apneia do sono. Dentro desses critérios, quem define se o medicamento faz sentido — e qual deles — é a avaliação médica individual, considerando histórico, outras doenças e preferências.
Tão importante quanto saber para quem serve é saber para quem não serve:
Uso estético: em carta aberta de 2025, as três principais sociedades médicas da área no Brasil — a de Diabetes (SBD), a de Endocrinologia (SBEM) e a de estudo da Obesidade (Abeso) — alertaram contra a busca dessas canetas sem receita e para fins estéticos. Além dos riscos sem benefício que os justifique, o uso indevido tira o medicamento de quem precisa.
Versões manipuladas ou de origem irregular: em julho de 2026, as mesmas sociedades publicaram posicionamento contra as versões manipuladas ou importadas por vias alternativas de semaglutida e tirzepatida. Em análises citadas no documento, uma amostra chegou a conter 60% mais princípio ativo do que o rótulo informava — um risco real de dose errada e contaminação. A recomendação é usar apenas produtos registrados na Anvisa, comprados em farmácias regulares.
Automedicação: desde 2025, a Anvisa exige receita em duas vias, com retenção de uma via na farmácia e validade de 90 dias, justamente para coibir o uso sem acompanhamento.
Se eu parar de usar, o peso volta?
Resposta curta: na maioria das pessoas, sim — os estudos mostram reganho da maior parte do peso perdido após a suspensão. Por isso a ciência trata essas medicações como tratamento de longo prazo, não como um curso com data para acabar.
O estudo SURMOUNT-4 testou exatamente isso: todos os participantes usaram tirzepatida por 36 semanas e perderam, em média, 21% do peso; depois, metade continuou com o medicamento e metade passou a receber placebo, sem saber. Em um ano, quem continuou perdeu mais 5,5%; quem parou reganhou, em média, 14 pontos percentuais do peso — ou seja, a maior parte do que havia perdido.
Isso não é falta de força de vontade. A obesidade é uma doença crônica: o organismo reage à perda de peso aumentando a fome e reduzindo o gasto de energia, e o medicamento contrabalança esses mecanismos enquanto está em uso. É o mesmo raciocínio da pressão alta: o remédio controla, não cura. Essa característica — e o custo mensal contínuo que ela implica — deve entrar na conversa com o médico antes de começar.
Canetas ou cirurgia bariátrica? O que dizem os estudos comparativos
Resposta curta: são ferramentas diferentes, para situações diferentes. Os estudos comparativos disponíveis indicam perda de peso maior e mais duradoura com a cirurgia, enquanto as canetas têm a vantagem de não ser invasivas — e as duas podem, em alguns casos, se complementar.
Os números ajudam a dimensionar. Com as canetas, os grandes ensaios mostram perda média de 14% a 21% do peso enquanto o medicamento está em uso, com reganho na suspensão. Com a cirurgia bariátrica, as séries de longo prazo mostram perda em torno de 25% a 30% do peso total, sustentada por muitos anos. Metanálises recentes (2025–2026) — estudos que reúnem e analisam juntos os resultados de vários outros estudos — apontaram na mesma direção: perda maior e mais durável com a cirurgia, e mais casos em que o diabetes tipo 2 melhora a ponto de dispensar os remédios (o que os médicos chamam de remissão). Uma limitação honesta: ainda não existem grandes estudos que sorteiem pacientes entre caneta e cirurgia e os acompanhem por décadas — parte dessa comparação vem de estudos que apenas acompanham pacientes na vida real, sem sorteio entre os grupos.
Cada caminho tem seu preço, e a evolução de cada pessoa varia:
Canetas: não exigem anestesia nem internação, são reversíveis e ajustáveis. Em contrapartida, pedem uso contínuo, têm custo mensal permanente, efeitos digestivos frequentes no início e resposta variável — uma parcela das pessoas perde pouco peso.
Cirurgia: é um procedimento único, hoje realizado por videolaparoscopia (cortes pequenos), com perda de peso maior e mais sustentada nos estudos — mas é uma cirurgia, com riscos operatórios, preparo, mudança definitiva da anatomia e necessidade de acompanhamento e suplementação por toda a vida. Explicamos como funciona a cirurgia bariátrica e quais técnicas o CFM reconhece em guias próprios.
As duas juntas: em situações selecionadas, as estratégias se complementam — por exemplo, medicamento para quem reganhou peso anos após a cirurgia, ou preparo clínico antes de operar.
Uma nota de transparência: o autor deste texto é cirurgião. Justamente por isso, os números acima vêm de estudos publicados, citados nas fontes ao final — e a leitura honesta deles é dupla: nem toda pessoa com obesidade precisa de cirurgia, e nem toda pessoa se resolve com a caneta. Quem indica um caminho, outro, ambos ou nenhum é a avaliação individualizada, idealmente com equipe multidisciplinar (médico, nutricionista, psicólogo).
Cuidados práticos para quem usa ou vai usar
Resposta curta: compre só com receita em farmácia regular, mantenha acompanhamento médico, cuide de proteína e musculação — e avise qualquer médico que for te operar ou fazer endoscopia de que você usa a caneta.
Receita e origem: exija o produto registrado, com receita retida na farmácia. Desconfie de ofertas por redes sociais, "importados" e manipulados.
Acompanhamento: consultas regulares permitem ajustar dose, manejar efeitos colaterais e acompanhar exames.
Músculo: proteína adequada e exercício de força ajudam a preservar massa muscular durante a perda de peso.
Antes de qualquer cirurgia ou endoscopia: esses medicamentos retardam o esvaziamento do estômago, e um estômago que não esvaziou é um risco na anestesia. Uma orientação conjunta de sociedades médicas de 2024 recomenda que a equipe seja sempre informada do uso, para ajustar o preparo — em alguns casos, com dieta líquida na véspera ou pausa programada da medicação. Como cirurgião, vejo esse ponto ser esquecido com frequência: avise sempre.
Perguntas frequentes
Ozempic e Wegovy são a mesma coisa?
Não. Os dois contêm semaglutida, mas em doses e com indicações diferentes: o Ozempic é aprovado para diabetes tipo 2, e o Wegovy, em dose maior, para obesidade e sobrepeso com doenças associadas.
Caneta emagrecedora manipulada é segura?
Não é recomendada. As sociedades brasileiras de Diabetes, Endocrinologia e Obesidade posicionaram-se contra as versões manipuladas ou de origem alternativa, citando análises com doses diferentes do rótulo e risco de contaminação. A orientação é usar apenas produtos registrados na Anvisa.
Preciso de receita para comprar?
Sim. Desde 2025, a Anvisa exige receita em duas vias, com retenção de uma via na farmácia, validade de 90 dias e registro da venda em sistema nacional.
O plano de saúde cobre as canetas?
Depende do seu contrato. A cobertura de medicamentos usados em casa varia entre os planos e é tema de discussões caso a caso — confirme as condições diretamente com a sua operadora.
Quanto peso vou perder?
Não há como prometer um número. As médias dos estudos vão de 8% a 21% do peso conforme o medicamento, mas a resposta individual varia muito — algumas pessoas perdem bem mais que a média, outras quase nada. O acompanhamento médico serve justamente para avaliar, ao longo dos meses, se o tratamento está funcionando para você.
A caneta substitui a cirurgia bariátrica?
Nem sempre. São opções com perfis diferentes: a caneta é menos invasiva, mas exige uso contínuo; a cirurgia mostra, nos estudos, perda maior e mais duradoura, com os riscos de um procedimento. Em muitos casos a caneta é suficiente; em outros, a cirurgia é a opção com melhor resultado esperado. A escolha é individual, feita com avaliação médica completa.
Quem já fez cirurgia bariátrica pode usar caneta?
Sim, em casos selecionados. O reganho de peso anos após a cirurgia é uma situação conhecida, e o uso dessas medicações nesse cenário vem sendo estudado e adotado na prática, sempre com avaliação da equipe que acompanha o paciente.
Se você quer entender qual caminho faz sentido para o seu caso — com calma e sem resposta pronta —, agende uma avaliação:
O consultório atende Bradesco Saúde, SulAmérica, Amil, Mediservice, Saúde Caixa, AMS Petrobras e Assefaz, além de atendimento particular. A cobertura do procedimento depende de autorização do plano.
Leia também
Fontes
Estudo STEP 1 — semaglutida para obesidade (New England Journal of Medicine, 2021)
Estudo SURMOUNT-1 — tirzepatida para obesidade (New England Journal of Medicine, 2022)
Estudo SCALE — liraglutida para obesidade (New England Journal of Medicine, 2015)
Estudo SELECT — semaglutida e eventos cardiovasculares (New England Journal of Medicine, 2023)
Estudo SURMOUNT-OSA — tirzepatida e apneia do sono (New England Journal of Medicine, 2024)
Diretriz da Organização Mundial da Saúde sobre terapias GLP-1 para obesidade em adultos (2025)
Metanálise — GLP-1 e doenças da vesícula e vias biliares (JAMA Internal Medicine, 2022)
Carta aberta SBD, SBEM e Abeso — uso de agonistas de GLP-1 para fins estéticos (fevereiro de 2025)
Orientação multissociedades — uso seguro de agonistas GLP-1 no período perioperatório (2024)
Metanálise em rede — cirurgia bariátrica × agonistas GLP-1 (Obesity, 2026)
Revisão sistemática e metanálise — cirurgia metabólica e bariátrica × agonistas GLP-1 (2026)
Dr. Igor Benevides — MÉDICO · CRM-BA 20218 · RQE 28056 — Cirurgia Geral
Este conteúdo tem finalidade informativa e educativa. Não substitui a consulta médica, não estabelece diagnóstico e não configura indicação de tratamento. As informações sobre medicamentos refletem estudos publicados e normas vigentes na data de publicação; indicação, dose e acompanhamento são decisões do médico que acompanha cada paciente. Atendimento somente para adultos.



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